Idosos LGBT+ e solidão

Uma parceria entre o Diverso UFMG, grupo vinculado à Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, e a Prefeitura de BH, revelou:

A população LGBTQIA+ de 60 anos ou mais assumida de Belo Horizonte é, em maioria, solteira (58%) e vive sozinha (48%). Das vezes que já sofreu descriminação por sua identidade de gênero ou sexual (45% relatou violências), foi vítima de pessoas do seu ciclo social (26%).

De acordo com o presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos/MG), Maicon Chaves, oferecer políticas públicas específicas para os idosos LGBT+ é operar uma política que enfrente a lgbtfobia.


“Políticas públicas que não pensem o envelhecimento da população LGBT é, logo, lgbtfóbica. Uma política que não pensa o acesso de pessoas transexuais a uma vida longa e de qualidade é transfóbica. É isso precisa ser mudado”, reforça.


Perfil da população pesquisada

O estudo reuniu 114 respostas de pessoas idosas belo-horizontinas e LGBT+ a um formulário online que ficou disponível de junho de 2021 a setembro de 2022. Além disso, escutou e registrou 75 “histórias de vida” dessa população.

Das pessoas que responderam ao formulário, a maioria, são homens cisgênero (49%) gays e brancos (68% nos dois casos). O alcance de pessoas trans e travestis acima dos 60 anos foi baixo, de 4%. Assim como de LGBTs que se identificaram como pretos (3%), indígenas ou amarelos (1% nos dois casos).


(Fonte: jornal O Tempo – Se quiser ler mais clique aqui )


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